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segunda-feira, 16 de julho de 2012

A Menina Que Brincava Com Fogo (Stieg Larsson)

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Livro: A Menina Que Brincava com Fogo
Autor: Stieg Larsson
Nº de páginas: 608
Editora: Companhia das Letras
Série/Saga: Millennium #2
Nota: 5/5







O autor sueco, Stieg Larsson, conseguiu uma primazia póstuma considerável, se tornar um dos autores do gênero policial mais famoso da atualidade. Ele ainda angariou um mercado  mais que receptivo para as obras policiais de seus companheiros nórdicos. A leitura de suas obras é mais que suficiente para explicar essa repercussão.

Essa resenha contém SPOILER para quem não leu o primeiro livro. 

Em “A Menina Que Brincava Com Fogo” somos inseridos na redação da revista Millennium. O jornalista, Drag Svensson, com a ajuda de sua namorada, a investigadora, Mia Bergman, pretende lançar uma matéria e um livro denunciando o tráfico de mulheres, mas Drag tem uma nova roupagem à essa abordagem, ele quer explorar esse tipo de crime pela perspectiva do “comprador” de mulheres.

Contudo essa é uma publicação que promete mexer com os nervos da sociedade sueca como um todo, entre as figuras entrevistadas por Drag se encontram pessoas importantes, policiais, jornalistas, juízes, entre outras pessoas. Mas mesmo sabendo que é um desafio dos maiores o jornalista está disposto a tornar pública suas informações. Nessa empreitada ele contará com o empenho da Millennium, em especial, de Mikael Blomkwist, que vê na investigação de Dag Svensson um excelente trabalho jornalístico.

Para deixar as coisas mais interessantes, um triplo homicídio é executado, e as investigações da polícia detectam as digitais de Lisbeth Salander na cena do crime. Sendo para a polícia a única suspeita dos crimes, Salander, passa a ser caçada. Além disso a impressa começa a especular e apresentar Lisbeth como uma psicopata perigosa, em consonância com esses eventos vemos os segredos, dessa até pouco tempo discreta e desconhecida pessoa, serem desvendados. 


No entanto, Mikael não está receptivo a essa analise policial, e decide empreender sua própria pesquisa em busca do assassino. 
Tráfico de mulheres, é sobre essa roupagem que somos inseridos no segundo volume da trilogia Millennium.

Depois dos acontecimentos do primeiro volume, o rompimento unilateral da relação entre Mikael e Lisbeth, somos confrontados com uma nova situação, a dupla investigativa está separada, e a jovem Hacker não tem intenção de voltar a ter qualquer relação com Mikael, o que só torna a situação mais difícil.

Stieg é um autor que merece respeito, sua escrita em terceira pessoa permite ao leitor uma visão mais abrangente sobre os acontecimentos, e a visão de cada personagem.

Lisbeth Salander nesse livro conquistou definitivamente minha simpatia. Ela não é uma personagem comum, ela tem seu próprio código de conduta, ela é reservada, e tem segredos surpreendentes, mas nesse volume vemos quase a totalidade do enigma Lisbeth desvendado.

Mikael Blomkwist, ou super-blomkwist, continua com sua insistência em descobrir a verdade, e mesmo sem a companhia de Lisbeth, ele se mostra um jornalista investigativo competente.

Esse é aquele tipo de policial que o leitor é alçado para dentro das páginas de forma a ficar detido na leitura. Stieg conduz a trama com riqueza de detalhes, ele não tem pressa, ele trabalha cada pista, cada personagem, e sabe encobrir muitíssimo bem os segredos, para que sejam revelados no momento ideal.

Mesmo com essa condução detalhista, que poderia cansar o leitor, não e isso que acontece, ele tece a trama de forma a conduzir o leitor sem entedia-lo.

Revelações impressionantes, uma história que merece atenção, personagens memoráveis, mistérios quase insondáveis, uma trama bem trabalhada, e um final que faz o leitor ansiar desesperadamente pela continuação e desfecho. Todos esses elementos envoltos pelo charmoso ambiente nórdico, fazem de "A Menina Que Brincava com Fogo" uma excelente leitura. 

  • Série Millennium

A Menina Que Brincava com Fogo
A Rainha do Castelo de Ar

terça-feira, 15 de março de 2011

Os Homens que não Amavam as Mulheres ( Stieg Larsson)

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Esse livro foi muito bem comentado, criticas bem positivas foram expostas em quase todas as resenhas que li, e o autor aclamado pela sua inovação. Ele estava a um tempo na minha estante e então resolvi ver o que esse sueco era capaz...


Henrik Vanger é um antigo magnata da indústria sueca, ele recebe todos os anos um quadro com uma flor dentro, a cada ano uma diferente, e ele as coleciona, mas estas flores são iguais a que ele recebeu muitos anos atrás de sua sobrinha, uma menina que desapareceu sem deixar vestígios, aos 16 anos de idade, nenhuma prova ou indicio eram suficientes para indicar qualquer situação, se ela havia morrido ou simplesmente fugido, anos de investigação não levavam a nada, e esses presentes vinham todo ano para trazer mais dor a esse velho homem, as desconfianças dele se estendia a toda a sua enorme família, que era nada mais que um ninho de cobras.

O jornalista Mikael Blomkvist,  redator chefe da revista Millennium, está passando por um período conturbado de sua vida, um processo sobre calunia e difamação está sendo movido contra ele, depois de uma reportagem que ele publicou sobre um grande e poderoso financista sueco, e ele não possui meios, ou talvez não possa se defender, ele é acusado e sua carreira foi duramente abalada. Mas irá sair deste campo de batalha para um dia poder voltar e dar o troco.

Em meio a esses acontecimentos somos apresentados a uma moça nada comum, Lisbeth Salander, uma jovem que repleta de tatuagens e piercens pelo corpo, ela trabalhava de freelancer em uma empresa de investigação, e era uma excelente profissional, mas como pessoa, uma anti social por natureza, ela não se aproxima de ninguém e se torna rebelde a primeira tentativa de aproximação. Só que seus conceitos podem mudar antes mesmo do que ela pensa.

Esse três personagens terão suas vidas ligadas por um simples acaso, Henrik resolveu tentar uma ultima cartada para poder descobrir o que de fato aconteceu a Harriet Vanger, essa decisão é tomada em função do ex-magnata acreditar na credibilidade do agora afastado redator chefe da  Millennium, e ele sabe que mesmo contra todas as incertezas e impossibilidades o jornalista jamais tentaria enganá-lo.

Depois de relutar um pouco Mikael acaba indo para vila dos Vanger, longe da redação e das pessoas que lhe eram próximas, e então ele da inicio ao que todos julgam uma infrutífera investigação.

Ele acaba contando com a ajuda da arredia Lisbeth, que se mostrará uma profissional sem igual, os dois irão ir fundo nessa história, só que isso começa a incomodar algumas pessoas e talvez a vida de Blomkvist, pode estar em perigo, é talvez existam coisas mais escusas por trás dessa história.

Uma história realmente inovadora, um policial diferente e instigante, devo admitir que em certos momentos o livro é enfadonho, até cansativo, mas no geral após entrar no intimo do livro a leitura se torna prazerosa e agradável.

Os personagens são um show a parte,  Lisbeth é única, diferente, interessante, uma personagem cativante, que conseguiu conquistar minha simpatia, Mikal é determinado e honesto.

Um livro que com certeza merece atenção especial, estou ansioso pela continuação.