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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Promoção Esconda-se

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A primeira promoção de 2014 é do livro Esconda-se, de Lisa Gardner. Ùltimo lançamento da autora no Brasil, o livro traz uma trama permeada por suspense.  Participe da promoção em parceria com a Novo Conceito.

Confira a resenha do livro AQUI.



Disposições gerais:

1) Ser seguidor público do blog pelo Google Friend Connect.
2) Ser residente no Brasil.
3) Demais informações nos Termos e Condições do Formulário.



a Rafflecopter giveaway

Atualização

A vencedora da promoção foi a Adriana Oliveira. Obrigado a todos pela participação. 

Conforme disposição das regras a vencedora tem até dois dias para responder o e-mail enviando, caso contrário será realizado novo sorteio. 

Esconda-se (Lisa Gardner)

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Autor: Lisa Gardner
Nº de páginas: 400
Editora: Novo Conceito
Série/Saga: D. D. Warren
Nota: 4/5










“Os corpos eram pequenos. Estavam nus. Eram femininos. Crianças, simples crianças, encolhidas dentro de sacos de lixo claros dos quais jamais escapariam.” p. 30
Lisa Gardner já mostrou sua competência na construção de intricadas tramas policiais. Isso foi demonstrado em Viva para contar e Sangue na neve. Em Esconda-se não foi diferente.

Annabelle Granger cresceu fugindo. Desde seus 7 anos de idade ela e seus país começaram uma inexplicável fuga de um fantasma que ela não conseguiu desvendar. Vivendo em diversas cidades sobre diferentes identidades. Durante esse tempo a jovem, e depois mulher, foi treinada para desconfiar de tudo e de todos, e treinada para reagir em situações de ataque. Annabelle se preparou a vida toda para enfrentar um medo obscuro. Agora, 25 anos depois de uma trajetória de fuga desesperada, com pai e mãe mortos, Annabelle Granger vê uma notícia no jornal. Ela está morta.

A Detetive D. D. Warren, Sargento do Departamento de Policia de Boston, se encontra em uma cena de crime aterradora. Num antigo sanatório desativado em uma câmara subterrânea foram encontrados 6 corpos de meninas. Todos submetidos à técnica de mumificação molhada, na qual os corpos se preservam em sacos plásticos nos seus próprios fluidos. Entre as vitimas, uma carrega um pingente, o nome inscrito é Annabelle Granger.

D. D. convoca um amigo, o agente Booby Dodge, da polícia estadual. Dodge esteve envolvido durante os anos 1980 com Umbrio, um assassino que tinha um modus operandi parecido com o caso recém descoberto pela polícia. Mas o caso não parece fácil. Perguntas sem resposta se avolumam. Qual a relação dos corpor recém descobertos com Umbrio? Como o nome de Annabelle Granger foi aparecer em um dos corpos? E, mais importante, qual a relação de Annabelle Granger com o caso?

A escassez de respostas leva a polícia a atirar para todos os lados. Investigação no estilo metralhadora. Annabelle é trazida para o caso. Os propósitos de fuga do seu pai começam a ser questionados. É preciso descobrir do que o pai de Annabelle fugiu durante todo esse tempo.

Esse é o cenário de Esconda-se. D. D. está implacável para solucionar o mistério. Está disposta a colocar em questão cada informação que tiver disponível. Um labirinto difícil de ser desvendado se colocado diante da sargento.

Existe a idéia de que romances policiais podem ser lançados de forma independente. Em alguns casos realmente não há um comprometimento muito grande. Mas no caso desse livro me incomodei um pouco com o retrocesso comportamental da D. D.. Na seqüência de lançamentos nacionais, o penúltimo livro lançado foi Sangue na Neve, o 4º da série.  Ali D. D. tinha evoluído há um estágio que notei retrocedido em Esconda-se, 2º livro da série. Nada que comprometa do mistério.

Em Esconda-se Lisa Gardner traz sua fórmula de personagens femininas fortes, a seu modo vulneráveis, e confrontadas por mistérios e perigos. Uma detetive competente, decidida, acompanhada de um elenco notável. Vale a pena conhecer esse e outros trabalhos da autora.





terça-feira, 8 de outubro de 2013

Novidades - Esconda-se (Lisa Gardner)

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A Novo Conceito lança em outubro o livro Esconda-se, da Lisa Gardner. Este livro é o segundo da série protagonizada pela detetive D. D. Warren, que também da nome a série. A editora tem lançado no Brasil dois livros da autora Viva para contar e Sangue na neve, que são os volumes 4 e 5, respectivamente.




Em 2011 o livro foi adaptado pela TNT, que teve Carla Gugino interpretando a detetive D. D. Warren. Confira a seguir o trailer da adaptação: 

                         


Lisa Gardner é uma das representantes mais capazes do romance policial, sua tramas são bem encadeadas, detentoras de um planejamento cuidadoso e desafiam o leitor mais experiente. Uma autora que precisa ser conhecida, definitivamente.


"De primeira linha .... Um passeio de roer as unhas até o clímax emocionante ". Publishers Weekly
"Uma intensa história de suspense ..." Chicago Tribune 


Uma mulher que foi obrigada a fugir — desde criança— de uma possível ameaça. Uma ameaça que seu pai via em todo lugar, mas que a polícia nunca considerou. Um antigo e desativado sanatório para doentes mentais que pode ter muito mais a esconder entre suas paredes do que homens e mulheres entorpecidos por remédios. Uma história de rancor entre membros de uma mesma família que nunca conseguiram superar os episódios de violência doméstica que presenciaram. Um pingente que foi parar em mãos erradas — e a cena de um crime brutal: seis meninas mortas e mumificadas há mais de trinta anos. Agora, cabe à famosa detetive D.D. Warren descobrir quem foi o serial killer que cometeu esta atrocidade e que motivação infame deformou sua mente. Acompanhe D.D. Warren na solução de mais este complexo caso e encontre o inimaginável que está por trás de pessoas aparentemente comuns!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Promoção Sangue na Neve

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Em Sangue na Neve, da Lisa Gardner, o leitor é levado por uma história cheia de suspense com um desenrolar que se torna mais complexo a cada página. Participe da promoção em parceria com a Novo Conceito.

Confira a resenha do livro AQUI.



Disposições gerais:

1) Ser seguidor público do blog pelo Google Friend Connect.
2) Ser residente no Brasil.
3) Demais informações nos Termos e Condições do Formulário.


a Rafflecopter giveaway

Atualização
Enfim foi finalizada a promoção. Gostaria de agradecer aos participantes. O vencedor foi o Joshua Guimarães.

O sorteado cumpriu todas as regras, e tem 2 dias para responder o e-mail enviado, caso contrário será realizado um novo sorteio. 

Promoção Kit Bruxos e Bruxas

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Confiram a seguir a promoção de Bruxos e Bruxas, do James Patterson, em parceria com a Novo Conceito.

Confira a resenha do livro AQUI.



Disposições gerais:

1) Ser seguidor público do blog pelo Google Friend Connect.
2) Ser residente no Brasil.
3) Demais informações nos Termos e Condições do Formulário.


a Rafflecopter giveaway

Atualização
Encerrada esta promoção, gostaria de agradecer aos participantes e anunciar o vencedor, que foi o Douglas Fernandes.

O sorteado cumpriu todas as regras, e tem 2 dias para responder o e-mail enviado, caso contrário será realizado um novo sorteio. 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Sangue na Neve (Lisa Gardner)

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Livro: Sangue na Neve
Autor: Lisa Gardner
Nº de páginas: 416
Editora: Novo Conceito
Série/Saga: D. D. Warren #5
Nota: 4/5









Várias características são relevantes para que um livro se constitua em um bom romance policial. Mas as camadas são essenciais. É supérfluo dizer, mas romances policiais envolvem mistérios, e, portanto, a forma como isso é trabalhado pelo autor se torna questão elementar. Nesse contexto, reside o papel superlativo das camadas. Elas geralmente são representadas de duas formas, ou o autor preserva o derradeiro suspense apenas para os instantes finais, ou com o decorrer da história ele vai liberando informações em “conta-gotas” permitindo ao leitor construir sua própria solução para o mistério. Enfim, camadas são importantes. Toda essa história sobre camadas se faz necessária, pois em Sangue na Neve temos muitas camadas, e até que a última seja finalmente revelada, muitas suposições podem ser conjecturadas.  Vamos ao livro.

A policial estadual Tessa Leoni assassinou o marido, Brian Darby, com três tiros no peito. Mas, ao que tudo indica, a policial agiu em legítima defesa. E para dar suporte a essa suposição o rosto desfigurado parece ser uma boa evidência do que ocorreu. Até esse ponto, o caso parece ser apenas mais uma ocorrência de violência doméstica que termina de forma trágica.

O que ocorre, contudo, é que Sophie Leoni, a filha da policial, está desaparecida, não há qualquer indício da menina de 6 anos, e a mãe não tem condições de prestar informações úteis sobre o paradeiro da filha.

D.D. Warren, a detetive responsável pelo caso, logo entreve um cenário muito mais complexo que o suposto assassinato do marido pela esposa agredida. Definitivamente, existe algo mais por trás dessa história. E o desaparecimento de Sophie é condição suficiente para despertar o alarme de D. D. Ela está disposta a descobrir o que exatamente ocorreu, e acima de tudo encontrar Sophie, viva ou morta.

As investigações levam a caminhos cada vez mais tortuosos, a ideia de que Brian seja um agressor é descartada por todas as pessoas que são próximas a ele, e a condição da Tessa, bem como a impressão de que ela esconde mais do que revela deixam D. D. cada vez mais intrigada.

Está formado o corpo do suspense, resta a Gardner desenvolvê-lo. E acredite, ela sabe como fazer isso. Tece suas camadas com cuidado.

Logo que iniciamos o livro, Gardner trabalha intensamente em seu suspense. Os personagens estão lá, são importantes, mas o suspense ganha contornos cada vez mais intensos. Assim, a cada rodada Gardner desvela uma camada, e é possível entrever um pouco mais do que está ocorrendo, e em seguida novamente outra camada é revelada, e ai caminhos mais obscuros vão se colocando. E isso ocorre de forma natural, à autora não força, ela tem uma capacidade melindrosa de trabalhar com os mistérios, é preciso ter paciência, cuidado, e, acima de tudo, atenção.

Apesar da centralidade do suspense, os personagens não são negligenciados. D. D. é determinada, seu perfil agressivo e direto chega a impressionar. E mesmo com toda essa força, ela é uma mulher frágil, tem seus medos, sabe que apesar de tudo a vida é um mistério que ela não conseguiu desvendar, e talvez nunca consiga. Nesse aspecto, ela é também uma vítima. Já Tessa Leoni é brilhante, é uma mulher que fez a si mesma, vive acima de tudo pela filha, tornou-se mais forte por ela. E está acima de tudo disposta a chegar às últimas consequências por Sophie. É inacreditável o que uma mãe é capaz de realizar.

Assim, o circo está montado: um mistério em várias camadas, personagens bem construídos e uma narrativa atraente – que alterna entre primeira e terceira pessoa. Lisa Gardner mostrou-se muito competente em Viva para contar – seu primeiro livro lançado no Brasil – e em Sangue na neve ela simplesmente cristalizou sua inegável capacidade de arquitetar bons romances policiais. 


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Bruxos e Bruxas (James Patterson e Gabrielle Chabornnet)

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Livro: Bruxos e Bruxas
Autor: James Patterson e Gabrielle Chabornnet
Nº de páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Série/Saga: Witch e Wizard #1
Nota: 3/5








James Patterson é mais conhecido, no Brasil, por suas séries policiais: Alex Cross e O Clube das Mulheres Contra o Crime. Mas, como já executa nestas séries, o autor constantemente se associa a outros escritores para dar seguimento as suas tramas. Em Bruxos e Bruxas, a parceira é Charbonnet.

Os irmãos Whit e Wisty Allgood, são em uma noite subitamente arrancados de sua casa e enviados para uma prisão de segurança. A acusação que pesa sobre eles é de serem bruxos. Mas, não é apenas com eles que isso ocorreu. Um novo regime, encabeçado pela Nova Ordem, tem decretado o aprisionamento de uma série de crianças e adolescentes sobre essa mesma acusação.

Os dois jovens se veem então jogados em uma espiral de confusão e perigos. A Nova Ordem assume caracteres de um regime totalitário, e passa a ser extremamente rígida no tratamento de seus prisioneiros - em sua maioria crianças.

Embora inicialmente desconheçam os reais motivos da acusação de bruxaria, logo eles começam a apresentar evidências de não serem totalmente “normais”. Ocorrendo frequentemente situações que não podem explicar. Uma vez tomada à consciência de seus potenciais poderes, Whit e Wisty passam a procurar meios de se verem livres da Nova Ordem, e procurar seus pais. 

James Patterson, em sua associação com Charbonnet, mostra-se de um autor flexível. O autor, conhecido por suas tramas policiais rápidas. Consegue desenvolver uma trama – que é uma mistura simples de distopia com sobrenatural – com uma facilidade e celeridade notáveis. É, ainda, possível traçar paralelo entre os outros trabalhos de Patterson e este - dadas as devidas proporções. A velocidade é o elemento comum. Os capítulos curtos e dinâmicos são um convite ao leitor para que a leitura continue, de forma que, a finalização se aproxima rapidamente.

Quanto aos personagens, os autores os nutriram de personalidades curiosas, cada um se manifesta à sua forma diante das diferentes situações. Seja Whist em suas manifestações bem humoradas e assustadas durante os momentos em que se incendeia. Ou mesmo Whit, em suas apresentações menos recorrentes e atrapalhadas.

O cenário do livro é constituído por um governo totalitário que assume o poder e passa a controlar e reprimir a sociedade. O que destoa, é o fato de serem os personagens dotados de habilidades, digamos...peculiares. E, também, por serem as crianças as principais vítimas do regime. 

Todavia, apesar desse cenário presumivelmente obscuro, a história se encaminha muito mais no sentido de realçar as aventuras dos irmãos, do que adentrar outros caminhos possíveis. Assim, fica um livro com um tom leve, irremediavelmente engraçado e divertido. O que permite acrescentar o potencial da história de agradar, especialmente, o público mais jovem.


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Promoção Na companhia das estrelas

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Na companhia das estrelas, de Peter Heler, surpreende com uma história cadente que vai ganhando a atenção do leitor no seu decorrer. O Sempre lendo, em parceria com a Novo Conceito, sorteia um exemplar do livro. Concorra!

Confira a resenha do livro AQUI.



Disposições gerais:

1) Ser seguidor público do blog pelo Google Friend Connect.

2) Ser residente no Brasil.


3) Demais informações nos Termos e Condições do Formulário.

a Rafflecopter giveaway

Atualização
Bem, o resultado desta promoção está um tanto quanto atrasado. É que nos últimos dias uma série de coisas levou a esse atraso. Agora, sem mais delongas, vamos ao sorteado(a). Que foi a Vanessa Hellmann.


A sorteada cumpriu todas as regras, e tem 2 dias para responder o e-mail enviado, caso contrário será realizado um novo sorteio. 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Na Companhia das Estrelas (Peter Heler)

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Livro: Na companhia das estrelas
Autor: Peter Heler
Nº de páginas: 408
Editora: Novo Conceito
Série/Saga: -
Nota: 4/5







“Fiquei pensando: morrer é assim? Ser solitário dessa maneira? Estar fortemente ligado a uma grande quantidade de amor e passar por cima dela, ignorá-la?” P. 209

O que aconteceria se de súbito algo mudasse o mundo como o conhecemos? A literatura tem transitado pelo campo das especulações em relação a um futuro pós-apocalíptico. Mas, embora existam obras que se aprofundem nas consequências políticas e outras dimensões em um sentido universalizante. Outras optam por fazer uma abordagem mais simplista. Buscando tratar o futuro sobre uma ótica mais micro, sobre a perspectiva da memória, perda e esperança humana. É o que faz Na companhia das estrelas, de Peter Heler.

Hig é um homem de 40 anos, que já teve um passado, uma história, difícil de ser superada. Ele tinha uma casa, uma esposa, por quem era apaixonado, e esteve muito perto de ter um pouco mais que isso.

Mas de súbito, como se uma peça pregada pelo destino, esse mundo desmorona, e a esposa de Hig, bem como uma grande parte da população, é atingida por uma “gripe” pandêmica e por ela vitimada. 

Essa história ocorreu em outro tempo, há nove anos. Agora Hig, seu companheiro Jasper, o cão, Fera, um avião dos anos 1950, e Bangley, um velho durão, vivem no hangar de um aeroporto abandonado, sozinhos, isolados.  E essa situação pode mudar quando Hig, pela primeira vez, recebe uma resposta de uma base aérea.

Na companhia das estrelas não é um livro que ganha o leitor logo de início. A princípio pode parecer uma história um tanto quanto enfadonha. Mas é um livro que vai ganhando o leitor com o desenrolar das páginas e dos acontecimentos. Conforme avancei na leitura, após a hesitação inicial, me vi mergulhado em um universo desolado, que me era apresentado pela perspectiva de um ser humano, Hig, que contra todas as possibilidades ainda carregava em si alguma esperança.

A narrativa, e a própria condução da história, é feita por Hig. A forma como Hig o faz pode parecer incialmente um tanto confusa, pois o leitor ainda tem de se habituar a disposição simples, sem qualquer indicação, dos diálogos. E os diálogos são recorrentes. Bangley não é um companheiro amistoso, a parceria entre ele e Hig parece seguir apenas uma lógica de sobrevivência. Hig por outro lado tem uma necessidade de se comunicar, e o faz com Jasper e também em uma série recorrente de diálogos interiores.

Hig é o tipo de personagem que sobre as condições mais adversas, ainda tenta acreditar na bondade alheia. O que o diferencia de Bangley que adota a filosofia atire primeiro, pergunte depois. Enquanto Hig tenta sempre dar uma chance, o que por vezes lhe custa caro.

Apesar do que apresenta a sinopse, as aventuras de Hig e Jasper em uma aeronave antiga, o que de fato ocorre, o livro transcende essa descrição e avança em sentidos e caminhos mais extensos.

Peter Heler escreveu uma história cadente; a prosa do livro tem um tom poético, leve, dramático. Essa cadência pode conquistar o leitor, porém acredito que a chance de que isso ocorra estará relacionada à maturidade do leitor. Podendo ser uma experiência não totalmente satisfatória para marinheiros de primeiras viagens.


Na companhia das estrelas é um guia de sobrevivência diferente, com um personagem, ao mesmo tempo, inocente e sensível. Características que fazem desse livro uma oportunidade de se aventurar por um mundo desolado, mas que ao mesmo tempo parece não ter abandonado, de todo, sua humanidade. 
“(...) agora percebo que talvez o verdadeiro encanto só acontece no limbo. Não sei por quê. Será se é porque somos tão inconstantes, indecisos e sempre à espera? Como se a vida precisasse de muitas oportunidades, muito espaço para expandir. O não saber alguma coisa, a esperança, a dolorosa efemeridade: isso não é real, não como pensamos, e então deixamos passar, deixamos que se desenrole com leveza. O tempo voa. É assim que parece agora quando olhamos para trás.” P. 277



domingo, 9 de junho de 2013

Promoção Em busca de um final feliz

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Em promoção com a editora Novo Conceito, o Sempre Lendo sorteia o livro Em busca de um final feliz, de Katherine Boo.

Confira a resenha do livro AQUI.





Disposições gerais:

1) Ser seguidor público do blog pelo Google Friend Connect.

2) Ser residente no Brasil.

3) Demais informações nos Termos e Condições do Formulário.
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A promoção vai de hoje, 09/06 até o dia 03/07. O Resulto sai dia 04/07.

O ganhador terá 48horas para responder o e-mail, caso contrário será realizado novo sorteio.

Qualquer dúvida pode entrar em contato pelo twitter, email ou comentários.

Atualização


Com vocês o resultado da promoção Em busca de um final feliz. Agradeço a todos pela participação. E a sorteada foi a Paula Carvalho.

A sorteada cumpriu todas as regras, e tem 2 dias para responder o e-mail enviado, caso contrário será realizado um novo sorteio. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Em busca de um final feliz (Katherine Boo)

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Livro: Em busca de um final feliz
Autor: Katherine Boo
Nº de páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Série/Saga: -
Nota: 4/5









As histórias de ficção muitas vezes apresentam elementos da realidade, agregam em seu íntimo personagens, lugares e situações parafraseados. E, por mais verossímeis que sejam seus personagens, suas realizações e mazelas, tudo é encoberto e atenuado por um mundo/situação fictício. De forma tal, que a ficção se justapõe com o mundo real.

“Em busca de um final feliz”, Katherine Boo, rompe com a contrapartida entre ficção e realidade, seu relato é antes de tudo a própria descrição da existência, e, certamente, é por isso que todos os efeitos que a ficção é capaz de nos incutir, na não ficção esses fatores alçam um patamar diferente.

As narrativas que discorrem sobre a Índia, não raro, são permeadas pela descrição rica e cuidadosa do espaço em questão. A desigualdade, o crescimento econômico, o ressurgimento de um novo cenário são lugar-comum. Boo apresenta sobre os auspícios desse mesmo cenário a imagem de uma Índia com matizes diversas, entre as quais uma pérfida e fortemente dramática se avoluma.

Em seu relato - com caráter crônico - a autora apresenta a seu leitor a favela indiana de Annawabi, localizada nas proximidades do Aeroporto Internacional de Mumbai, nesta cidade que é a capital financeira da Índia e uma das maiores cidades do mundo.

Annawabi é uma favela surgida nas esteiras do crescimento de Mumbai. Os investimentos, o progresso pujante, e daí as possíveis oportunidades de trabalho são a causa do surgimento de Annawabi, e outras favelas mais.
“- Tudo ao nosso redor são rosas. – Era como o irmão caçula de Abdul, Mirchi, colocava as coisas. – E nós somos a bosta no meio disso.” p. 16
Esse cenário se estabelece em um contraste marcante pela opulência da grande cidade, em confronto com as condições sub-humanas de Annawabi. Este precário conjunto habitacional é preenchido por uma alegoria de diferentes personagens, e das diferentes formas como se comportam e a constância da pobreza – da miséria – em suas vidas. Somos apresentados a Abdul, o jovem mulçumano que provê a família com o que obtém com o lixo; Manju, a universitária que deseja se tornar professora; Asha, sua mãe, uma mulher preenchida por uma ambição egoísta e pérfida; Fátima, a perna só, uma mulher julgada e discriminada pela sua deficiência, encontra na traição e no sexo seu momento de realização. Estes são apenas alguns dos muitos atores que fazem parte de uma nuance pouco louvável do crescimento (excludente), e como este pode ocorrer no mundo da globalização.

O trunfo de Boo se sustenta pela inegável capacidade que ela teve de imprimir seu relato não ficcional em uma modelo adotado pela ficção. A narrativa parece ao leitor, a priori, a descrição de uma história como outras que são encontradas em vários livros. Mas a questão vai além, trata-se de um relato sensível de uma realidade, em todos os sentidos, triste e injusta. Em um contexto - e ai prevalece novamente à acuidade da autora – no qual ser pobre, e a própria pobreza, age no sentido de manter cada vez mais débil a situação vigente. Soma-se a isso um ordenamento legal e jurídico, desprovido de qualquer equidade, e permeado pela corrupção, de tal maneira que como observou Asha: “corrupção, tudo é corrupção.”
“Entre os pobres não havia dúvidas de que a instabilidade favorecesse o talento, mas, com o passar do tempo, a falta de um elo entre o esforço e resultado torna-se debilitante.” p. 251

annawadi - curatormagazine